Tenho lido muito esses dias. Muitas coisas diferentes ao mesmo tempo. Estudar as vezes é cansativo, você acaba lendo certas coisas por obrigação e deixa de lado o prazer de se ler algo que realmente lhe agrada. Mas ainda assim leio. Sou uma leitora fiel e sinto necessidade de estar sempre lendo, sempre absorvendo mais conhecimento nesse momento de tédio urbano. Mas confesso que a muito tempo não lia algo que me arrebatasse, me condussise a um lugar imaginário ou simplesmente algo novo e útil. Até que essa semana mergulhei no mundo narcisista de Mário de Sá Carneiro. Sensibilidade doentia, imaginação sem limites, exótica. ''A confissão de Lúcio'' é um livro que você devora do inicio ao fim em uma mordida só e provoca todo tipo de sentimentos e reflexões.
Acho que me apaixonei pela literatura de Mário de Sá Carneiro porque me identifico com ele.
Claro que tudo que identifico dele em mim nele tinha uma proporção bem maior. Ele era todo sentimentos e todos esses sentimentos confusos cresciam e se tornavam gigantes dentro dele.
E no fim disso tudo um jovem gordinho, rico, de 26 anos se trancou num quarto de hotel, vesti um smokig e se matou.
Penso em quantas coisas brilhantes ele poderia ter escrito se continuasse a se deixar viver.Penso em quantos novos poemas eu ainda teria que descobrir e me apaixonar mais ainda por ele.
Talvez seje um pensamento egoista querer que ele tivesse vivido mais para escrever coisas que hoje confortariam minha solidão.
Mas é exatameente isso que penso, é assim que me sinto.
sábado, 17 de janeiro de 2009
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